.........................................postagem"memória [papel X parede]" em 20/11 -
"DIRIGÍVEISUBMARINOS" NOS 20 ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM
Há vinte anos, quando era derrubada parte do muro de Berlim -no trecho conhecido hoje como “galeria do lado leste"- dois trabalhadores encontraram, enterrado, um brinquedo antigo, feito de lata e embrulhado num saco plástico. Naquele mesmo momento, cheios de curiosidade, os dois homens desembrulharam, sem hesitar, o objeto desenterrado.
Um dos trabalhadores -encostado no muro- logo descobriu que o que haviam encontrado era um dirigível de brinquedo.
O outro trabalhador, na sua frente, encostado do outro lado, via que o brinquedo era, sem dúvida, um pequeno submarino azul.
Os 2 homens –que tocavam a mão um do outro ao segurarem o pequeno brinquedo- observavam lados opostos da mesma coisa, como se fossem completamente diferentes...
Mas eram apenas duas possibilidades –ou realidades- bem distintas, que se encontravam no mesmíssimo lugar.
É sempre muito próxima a relação entre sticker e grafite >>> costumamos dizer aqui neste blog que, os stickers sobre a parede são, obviamente, menos duradouros que as manifestações artísticas realizadas diretamente sobre ela.
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Porém, a efemeridade e a memória que os stickers agregam durante o seu desgaste é uma das coisas que mais seduz nosso grupo.
Por isso, ficamos surpresos ao verificar várias assinaturas, escritas pelas mais diversas pessoas, sobre um de nossos trabalhos colados sobre o muro de Berlim.
A maioria delas, em visita à cidade, diante do muro, com a intenção de registrar seu nome[e sua presença] naquele ponto turístico e histórico.
Porém, o que nos surpreendeu foi a opção feita por várias pessoas em assinarem seus nomes[somente] sobre um ‘sticker de papel’ >>> sobre algo que vai desaparecer mais rapidamente que a tinta sobre o muro, onde é feita a maioria das assinaturas e registros.
- Dizer-se que o papel é mais adequado para usar-se uma caneta........ nesse caso é relativo.
Dizer-se que aquela parte do muro seria restaurada posteriormente, por ocasião da comemoração dos 20 anos da queda, e que isso faria sumir tanto os registros no papel quanto os na parede... .....nesse caso também é relativo.
Ou seja, salvos pela ‘relatividade’, esta é[mais] uma constatação sobre a qual ainda não temos uma opinião formada.
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O QUE VOCÊ LEMBRA, DA ÚLTIMA BIENAL?
Com a projeção do filme PIXO [de João Wainer e Roberto Oliveira], na "33º Mostra de Cinema de São Paulo" [www.mostra.org], é bem possível que a última Bienal e a "ocupação do vazio" voltem à pauta neste período.
Nós, do grupoArac, não formamos uma unanimidade quanto às ações dos pixadores mostradas no filme -por isso não vou emitir opinião a respeito, aqui, agora- mas vamos nos utilizar dessa abordagem pra publicarmos, nos primeiros dias de novembro, um diário, mostrando detalhes e conflitos ocorridos quando da invasão do "vazio da Bienal" por stickers.
"Ação Ninja" -disponível no banner "Manual para a Invasão da Bienal", neste blog- diante dos seguranças da Bienal será mostrada com mais detalhes
Tinhamos planejado tornar público este material depois de algum tempo, longe dos processos judiciais, etc, etc.
Porém, estimulados pelo filme, que mostra de cara limpa, os autores das intervenções/pixos, vamos mostrar a nossa cara também, em relação as nossas ações, praticadas durante a Bienal.
Que os pixadores eram, no mínimo, mais 'corajosos' que nosso grupo, já haviamos descoberto naquele momento. E que eles ainda continuam assim, descobrimos durante a exibição do filme. -
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.................................................BUTTERFLY ATTACK IN BERLIN [IV]
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Mais do mesmo???
Nããão!!!
Neste vídeo surge uma inesperada "ação ninja" pra finalizar...
[mas por enquanto em versão 'beta', faltando cenas e edição]
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CASA SEM PORTA
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Observando detalhadamente a cidade, como não notar um prédio tão grande em Turmstrasse >>> e como não perceber que ele não possuia portas, nenhuma sequer.
Aí voltei -por conta própria- ao exercício proposto pelos "Arac" há algumas semanas >>> a inspiração pra produzir-se, ou colar-se, stickers viria do meio urbano, sugerindo a criação de um sticker a partir de determinada situação. No caso, um casarão muito bem conservado, sem portas...
Sticker "Porta" colada pelo grupoArac em Turmstrasse.- -
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BUTTERFLY ATTACK! [III]
Olho sobre Tela - quando a mão não alcança e quando não se tem uma escada à mão... [muro de berlin- east side gallery] -
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RELÓGIOS DE SOMBRA CHEGAM À BERLIN
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Os “Relógios de Sombra” foram criados pelo grupoArac há 3 anos e haviam sido ‘utilizados’ apenas em São Paulo.
São stickers –tiras de papel- com a largura da sombra de determinados postes.
Eles contém números que indicam a hora exata em que a sombra desses postes é projetada[encaixada] sobre cada um dos stickers.
Esses números, agora feitos em papel prateado, tornam-se de ‘dificil leitura’ quando estão sob o sol, e são ‘destacados’ quando estão à sombra. Esta solução está sendo utilizada pela primeira vez neste verão berlinense.
Em Berlin, eles também determinam em que horários a luz do sol é projetada sobre uma determinada área.
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- BUTTERFLY ATTACK [II]-
"Butterfly Attack" feito por alemães no 'Portão de Brandemburgo' >>> segundo eles, antes da chegada da "polizei"...
BUTTERFLY ATTACK!
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"Publicité Coucou"
PAINEL -
Nosso primeiro painel com stickers 'São Paulo>Berlin' foi completado hoje, dia 6.
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DE FORA PRA DENTRO...
Depois da experiência com o outdoor aí embaixo, no post passado,
os “Arac” sugeriram esquecer um pouco o que havíamos planejado
e produzir algumas interferências com inspiração “de fora pra dentro”.
Ou seja, a inspiração viria do meio urbano sugerindo a criação de um sticker a partir de determinada situação. Ok, Aracs! Aí vão os primeiros registros seguindo o que foi sugerido... - DESCASO? Ambulância chega ao local...
Motorista e médico olham... mas seguem em frente.
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HÁCASOS... -
Talvez as intervenções urbanas -algumas vezes- sejam consumadas ‘pelos olhos de quem as vê’. >>> Nesses casos, a ação[interferência] do tempo sobre as 'imagens da cidade' poderia criar obras? >>> Bom, ainda não temos esta resposta... >>> Mas temos aqui um exemplo inusitado, que confunde-se com algo intencional.
- Caminhando pela rua um dia desses, olhando este outdoor[foto], me vi sendo olhado através de uma fenda.
Justamente um olho impresso num outro outdoor estava sendo exposto pela ação da chuva sobre as imagens...
- No outro dia, quando fui fotografa-lo, já não existia mais fenda...
O papel molhado e o calor do sol haviam novamente colado o papel naquele ponto. - Mas eu [será que só eu?] sabia que naquele determinado ponto existia uma ótima obra do acaso.
Voltei lá mais tarde...
Facilmente abri novamente a fenda tal qual tinha feito a chuva...
Calcei a abertura com um arame e tentei chamar a atenção das pessoas que circulam por ali colando um sticker[seta] trazido da rua Augusta, apontando para aquele local [foto].
E a partir de então -só a partir de então- foi consumada uma “legitima” intevenção urbana neste outdoor na altura do número 19 da Neues Ufer, em Charlottenburg[???]. -
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MENINO ESPERANDO... -
Se os stickers, generalizando, são 'iguais' em todo lugar,
pode-se dizer o mesmo do vento e da sua ação... -Não entendeu nada??? Então assista ao vídeo acima: “Menino esperando*“ gravado em Berlin[Mitte];
e o vídeo"Gato se lambendo", gravado em São Paulo em 2008[baixo Augusta]. *existe um corte na seqüência a 1:10...
Cinco dias após feita a gravação acima, a paisagem do lugar já estava modificada, agora com um pavio aceso...
"A poucos dias da entrada em vigor da 'Lei Kassab/Cidade Limpa' por puro acaso começamos este blog que trata de intervenções(artísticas?) urbanas, em especial de colagens em espaço público, com ênfase à região da Rua Augusta. A Augusta tem por característica possuir diversas colagens de pequenas dimensões, além de muitíssimos stickers de "auto-referência". A maioria dos coladores -passantes habituais dessa rua- ao contrário do precursor Shepard Fairey não vão levar adiante a sua empreitada em meio às artes visuais. Porém, já não há como não serem inseridos num outro contexto artistico, ao qual chamamos de ARTE COMPORTAMENTAL URBANA, ou seja, a arte como comportamento coletivo. De um lado, a internet cria e expande possibilidades, mas a partir de dentro de nossas casas, escritórios ou lan houses. De outro, ações como "flash mobs" e "colagens de stickers"-às vezes acompanhado do parkour- entre outros, pontuam o espaço urbano como espaço de expansão às relações virtuais. Em nossas conversas virtuais, nosso grupo é recorrente no exemplo da 'casa coletiva' prá pontuar os desejos individuais em meio à cidade e à coletividade: Como, por exemplo, qdo esconde-se um pacote num lugar improvável da rua e depois vai buscar-se... -Alguém o encontrou antes e o pegou? (Em meio à 'cidade como casa', quem escondeu o tal pacote ainda pensa:) -Como? Se só eu conhecia esse lugar!" ........................................................................................................................................................................................grupoArac
Segundo as regras propostas -e colocadas em prática- pelo grupo criado em 2002, ele deve ser, sempre, formado por 4 integrantes de 4 países: atualmente BRASIL, Cabo Verde, India e México. Essa formação deve ser composta por um crítico de arte, um "artista frustrado", um leigo e um "artista cobaia". O contato entre os integrantes do grupo deve acontecer estritamente via internet. Porém, os trabalhos propostos pelo grupo nunca serão consumados na web, sendo finalizados no "mundo não virtual", sempre a partir do "artista cobaia" -o único integrante do grupo a ter o seu nome divulgado.
*os demais membros do grupoArac têm seus nomes divulgados apenas para o próprio grupo, tendo sua identidade e autoria atribuidas ao "coletivo" e idéias em comum atribuídas ao "artista cobaia".
ambiente, A RUA
AUGUSTA é o nome de uma das ruas mais conhecidas de São Paulo, que é dividida pela avenida mais famosa da cidade: a Avenida Paulista. Essa divisão não é só geográfica mas também social. Porém, essa divisão social foge do clichê brasileiro da convivência lado a lado entre ricos e miseráveis. Na rua Augusta, muitos dos seus tipos característicos circulam entre os seus dois pólos. O lado underground, boêmio e repleto de prostituição.
E do outro lado o chamado "Jardins", lugar de "descolados com algum dinheiro" e lojas diurnas de/da moda.
"De tempos em tempos, um típico habitante de um dos lados deve visitar o outro".
ícone para a augusta
"Ícone para a Augusta" tentou, a principio, criar um só sticker que produzisse duas imagens distintas, dependendo da posição que se enxergasse, ou melhor, que se colasse.
Depois de "experimentar" diversas imagens, foram colados DIRIGIVEIS no lado "arejado", cheio de status e supostamente superior.
E colados SUBMARINOS no lado "underground", obscuro e supostamente decadente.
Atualmente o grupo finaliza uma série de 20 imagens......formadas pela sobreposição de stickers tirados de muros e postes da rua Augusta nos últimos 3 anos.
que por sua vez à encobriam. A prática de cobrir-se placas de trânsito
com stickers
também é acontece em outros países,
como na Alemanha por exemplo.
No próximo mês de julho
o grupo pretende fazer esse mesmo
tipo de ação em Berlim.
No final do ano passado o grupoArac realizou em seu espaço indoor(2005-2007) na Avenida Paulista -numa esquina onde transitavam 1.200.000 pessoas por dia- uma mostra experimental dos originais dessas composições. Agora, em 2007, o grupo volta a ser sediado na rua Augusta. Ali finalizará esse trabalho que também pretende levar à Berlim em julho próximo.
Na rua, nos supermercados(foto), no ônibus e em cabines telefônicas, por exemplo, o artista cobaia do grupoArac pretende pontuar o trajeto que vai percorrer diariamente com a colagem de vários stickers. Vai repetir algumas ações desse tipo realizadas no Brasil e criar outras ações a partir de sua nova rotina em Berlim.
Ações essas, registradas diariamente no blog do grupo.
"Relógios" informavam a hora -a partir da sombra de postes- às pessoas que circulavam pela Avenida Paulista, próximo à esquina com a Consolação.
estudo 18
"O olhar frio de quem atira". "O olhar desesperado de quem leva o tiro".
A performance ESTUDO18 cria uma narrativa a partir da colagem(e descolagem!) de stickers, em tempo real, feita pelo "artista cobaia" do Grupo. São várias narrativas curtas que duram cerca de 10' e transcendem à imagem construída, dando ênfase à ação de colar(e descolar) stickers.
"Nos inspiramos principalmente nos pixadores de São Paulo, que no alto dos edifícios fazem malabarismo prá pixar seus tags. Por motivos óbvios fazem tudo escondido. Porém, nós do Arac gostaríamos de um dia, num futuro próximo, recebermos um convite prá vê-los, com hora marcada, realizando essas ações diante dos nossos olhos. Nós, e muitos outros, certamente pagaríamos por essa "apresentação".
Extremamente visual, a performance ESTUDO18 se utiliza -por vezes- de música como seu complemento. Música original ou sampleada, break beat ou clássico... Sob os ritmos musicais mais diversos o ritmo visual da performance não se altera.
. . 3 narrativas inúteis e um pouco de sangue:
3 NARRATIVAS INÚTEIS E UM POUCO DE SANGUE constrói uma narrativa a partir da colagem e descolagem de figuras produzidas em vinil.
Elas são fragmentos dos 'stickers' colados pelo grupoArac nas ruas de São Paulo.
Na performance eles surgem da construção -e desconstrução- destes 'stickers' a partir da mínima interferência, criando a partir dessas ações mínimas uma nova visão, perspectiva ou movimento às imagens propostas.
"Desloca-se cabines de dirigíveis e os mesmos tornam-se submarinos.
Desloca-se as suas sombras e move-se os objetos a partir delas, ou vice-versa."
Quem observa a performance depende da ação finalizada prá consumar o percurso do movimento, várias vezes contrariando o caminho mais óbvio.
Nessa narrativa, 3 passagens são extremamente lúdicas e uma delas... "nem tanto"...
Ao deslocar-se o 'reflexo' sobre a superfície de um balão de gás, de um ponto mais alto prá outro mais baixo, "narra-se" que o mesmo subiu... As cordas suspensas desses mesmos balões -a partir da ação- tornam-se flexas que estouram os balões, por exemplo. Um pouco mais adiante as pontas dessas flexas se tornam corações, furados por uma estaca... Um pouco mais adiante... essa performance vai poder ser vista num "club underground" da Rua Augusta...